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Mostrando postagens de março, 2026

Relato de experiência

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Nesta etapa da trajetória, meu relato de experiência centra-se na consolidação da base epistemológica que fundamenta minha tese. Mais do que orientar o uso de tecnologias digitais, compreendo agora que o papel fundamental do mediador é a sua incorporação orgânica ao processo educativo. Minha perspectiva sobre a autonomia do aluno evoluiu: se antes eu via o perfil do estudante como o fator determinante para o sucesso na EaD, hoje percebo que o pêndulo se desloca para a ação docente . É o professor quem detém o poder de provocar e orquestrar a construção colaborativa, sem, contudo, excluir a corresponsabilidade do aluno. Conceitos de interação mútua e colaborativa ampliaram minha visão sobre o objeto de estudo, reforçando que o problema da integração das TD é um fenômeno de causalidade múltipla . Como aprendemos com o diagrama de Ishikawa e a Teoria da Complexidade, causas e efeitos podem se retroalimentar.  As leituras e os desafios dos PBL confirmam minha premissa: a mediação ped...

Diagrama de Ishikawa - Implementação instrumental das TD

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Olá, leitores! Hoje, quero compartilhar com vocês uma ferramenta visual poderosa que utilizei para analisar um dos maiores desafios da educação contemporânea: a forma como integramos as tecnologias digitais nas instituições de ensino. Muitas vezes, a chegada de computadores, tablets ou plataformas digitais é vista como a solução mágica para os problemas de ensino. No entanto, o que observamos frequentemente é uma  "Implementação Instrumental" . Mas o que isso significa? Significa usar a tecnologia apenas como um substituto sofisticado para ferramentas antigas (um "quadro negro digital"), sem alterar as práticas pedagógicas ou aproveitar o verdadeiro potencial transformador da cultura digital. Para entender as raízes profundas desse fenômeno, utilizei o  Diagrama de Ishikawa  (também conhecido como Diagrama de Espinha de Peixe ou Causa e Efeito). Esta ferramenta nos permite ir além dos sintomas e visualizar as causas estruturais que sustentam essa visão puramente ins...

Relato de experiência

O pensamento complexo tem sido minha principal bússola analítica, permitindo-me identificar conexões sistêmicas nas leituras mesmo quando os autores não as citam explicitamente, o que reitera minha convergência com as perspectivas apresentadas até aqui. Essa maturidade teórica, somada à provocação do último PBL, orientou-me a suspender julgamentos e analisar com mais sobriedade as limitações inerentes às tecnologias digitais. Compreendo, contudo, que a prática pedagógica permanece como o ponto central de transformação: o docente detém o poder de condução necessário para superar esses limites e mitigar riscos, transformando a tecnologia em uma ferramenta de inovação real e mediada.

Podcast: Informatização da sociedade e novos paradigmas sociais na educação

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Neste episódio do Podcast “Em Construção: Reflexões de uma doutoranda em formação”, trago reflexões sobre a informatização da sociedade e os novos paradigmas que ela impõe à educação. A partir das leituras, percorro questões que me acompanharam durante a semana: o ciclo entre inovar, aprender usando e aprender fazendo; a desigualdade no acesso a essa revolução tecnológica; o alerta de que as TD precisam ser meio, não fim; e os desafios éticos. 🎙️ Ouça aqui: https://open.spreaker.com/A4NZ/mtrlacj3 Referências utilizadas neste episódio: BLANCO, R. Inovação e recursos educacionais na sala de aula. In: COLL, C.; PALACIOS, J.; MARCHESE, A. Desenvolvimento psicológico e educação. Porto Alegre: Artmed, 1995. v. 2. p. 307-321. CASTELLS, M. A revolução da tecnologia da informação. In: ______. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999. ELLUL, J. The Technological Society. New York: Vintage Books, 1964. FLORIDI, L. The Ethics of Artificial Intelligence. Oxford: Oxford University Press, 2...

Informatização da sociedade e novos paradigmas sociais na educação

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A Revolução Tecnológica contemporânea, caracterizada pela Sociedade em Rede, promove uma reconfiguração nos processos de aprendizagem, onde as Tecnologias Digitais devem ser compreendidas como meio e não fim. Nesse contexto social, a mobilidade e a ubiquidade permitem uma aproximação virtual que rompe a barreira entre o mundo real e o virtual, estabelecendo uma atemporalidade da cultura onde diferentes culturas podem coexistir. A interatividade favorece uma comunicação multidirecional, essencial para a emergência da inteligência coletiva em uma rede descentralizada. Contudo, essa complexidade das relações exigem uma revisão curricular urgente, que vá além da simples aplicação de informações e uso das tecnologias para focar na geração de conhecimentos. Através de um ciclo de retroalimentação, os usuários tornam-se criadores, promovendo a apropriação e redefinição das tecnologias. Assim, as tecnologias não apenas impulsionam o crescimento econômico e o aumento da expectativa de vida, mas...

Relato de experiência

A aula serviu para consolidar as distinções entre TIC, TDIC e TD. As TIC servem basicamente para informar e comunicar; as TDIC se diferenciam destas, principalmente, pelo suporte digital; já as TD transcendem a mera transmissão de dados, permitindo engajamento, interação e construção coletiva. Compreendi que a verdadeira inovação na educação não é um processo isolado. Ela exige uma perspectiva sistêmica, que considere a interdependência entre todos os atores envolvidos e suas diferentes percepções. Sem essa escuta e análise das subjetividades, a tecnologia corre o risco de ser apenas um acessório, e não produzir transformação. Essa compreensão me leva a buscar uma visão do todo, capaz de identificar os reflexos causados por nossas ações em diferentes tempos e espaços. Assim como o calor de Maceió pode ser compreendido como um reflexo de processos históricos globais que ecoam no agora, na prática pedagógica e na pesquisa, precisamos entender que nossas escolhas não acontecem no vácu...

Educational Innovation

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The second class was, above all, exciting . Beyond the content, the professor brought a fundamental lesson: that studying can (and should) be a pleasant and fun process. This lightness paved the way for deep reflections on my role as a transformative agent in constant transformation . I realized that to innovate within the system, I must be willing to reinvent myself first. The application of the PBL methodology has proven to be extremely relevant. It doesn't just propose challenges; it forces the deconstruction of prior conceptions I held. The process of bringing my  intellectual background  into discussions and, openly, allowing it to be transformed by collective interactions, has been an incredible experience. I was able to observe in practice what the infographic illustrates: innovation happening in a real way, with or without the use of digital technologies. I witnessed "reading immersed in practice," where the focus was not just on the technological tool, but on th...

Mapa conceitual - O que é tecnologia?

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O que é tecnologia?  PIMENTEL, Fernando Silvio Cavalcante. A aprendizagem das crianças na cultura digital. 2015. 201 f. Tese (Doutorado em Educação) – Centro de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2015. PINTO, A. V. O conceito de tecnologia. São Paulo: Contraponto, 2008. v. 1. VALENTE, J. A. Integração currículo e tecnologia digitais de informação e comunicação: a passagem do currículo da era do lápis e papel para o currículo da era digital. In: CAVALHEIRI, A.; ENGERROFF, S. N.; SILVA, J. C. (Orgs.). As novas tecnologias e os desafios para uma educação humanizadora. Santa Maria: Biblos, 2013.

Relato de Experiência — Disciplina Tecnologias Digitais no Ensino

Saindo da zona de conforto: quando a leitura incômoda é o começo do aprendizado Confesso que minha primeira reação ao texto de Álvaro Vieira Pinto foi de resistência. Parágrafos longos, linguagem densa, um tom irônico — foi exatamente aí que começou minha saída da zona de conforto. O autor não facilita. Ele não quer que você concorde. Aliás, o próprio convite implícito no texto é o de questionar. Essa leitura e a aula do Professor Fernando me fizeram lembrar de algo que eu praticava com meus próprios alunos quando era professora do curso de Administração: eu pedia que estudassem sobre o tema com um olhar crítico e, na aula seguinte, discutiríamos sobre ele. A experiência em sala foi instigante. A aula foi dinâmica. O professor articulou teoria e prática com naturalidade, mostrando que pensar em tecnologia educacional é, antes de tudo, pensar na aprendizagem do aluno e na construção coletiva do conhecimento. Além da metáfora do copo cheio, as discussões com os colegas foram um ...