Dispositivos móveis no ensino-aprendizagem

Como garantir que o uso de tecnologias em sala de aula não seja apenas uma reprodução de métodos antigos em suportes novos? No post de hoje, compartilho um vídeo onde respondo a questões centrais sobre o uso pedagógico de dispositivos digitais. Discuto o potencial do Mobile Learning para o desenvolvimento da autonomia e do engajamento, focando em estratégias que asseguram a interação e a interatividade. É um convite para pensarmos a tecnologia como um elemento capaz de potencializar as competências dos estudantes de forma ativa. Assista ao vídeo abaixo!


https://youtu.be/KAfIkvp0nSM


Bastidores da Produção: A Curadoria Digital na Prática

Produzir um conteúdo audiovisual no doutorado exige mais do que apenas ligar a câmera; exige uma estratégia de organização do pensamento. Minha experiência no planejamento e produção deste vídeo foi um exercício real de coautoria com tecnologias digitais, seguindo um fluxo que priorizou a síntese e a objetividade:


1. Curadoria e Análise (NotebookLM):

Iniciei o processo com a leitura dirigida das referências propostas. Para otimizar a extração de conceitos-chave, utilizei o NotebookLM. A ferramenta foi fundamental para organizar as respostas às perguntas norteadoras, permitindo que eu navegasse pelas partes mais densas dos textos com foco naquilo que era essencial para o roteiro.


2. Estruturação do Roteiro (Claude.ai):

Com as respostas estruturadas, utilizei o Claude.ai para transformar o conteúdo acadêmico em uma narrativa para vídeo. O desafio aqui foi manter a profundidade exigida pela disciplina, mas com a fluidez necessária para a fala, garantindo que a transição entre os conceitos de Mobile Learning e autonomia fosse natural.


3. Gravação e Desafios do Teleprompter:

Para a gravação, utilizei um aplicativo de Teleprompter. Foi uma experiência interessante, pois ele ajuda a manter o contato visual e a precisão do texto, embora eu sinta que ainda há potencialidades da ferramenta a serem exploradas em futuras produções. Optei por uma gravação contínua, sem cortes ou efeitos de edição, priorizando a entrega do conteúdo e a clareza da exposição dentro do tempo disponível.


Reflexão Final:

Esse processo me mostrou que a tecnologia, quando utilizada de forma integrada, potencializa nossa capacidade de produção. O uso de IAs generativas e ferramentas de suporte não substitui a leitura crítica, mas atua como um suporte que organiza o caos informacional, permitindo que o foco permaneça naquilo que realmente importa naquele momento.



Referências


BERNARDO, J. C. O; KARWOSKI, A. M. A leitura em dispositivos digitais móveis. ETD, Campinas, v. 19, n. 4, p. 795-807, dez. 2017 . Disponível em  <http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-25922017000500795&lng=pt&nrm=iso>.  acessos  em    22    mar.    2026.


SANTOS, E.; PORTO, C. App-Education: fundamentos, contextos e práticas educativas luso-brasileiras na cibercultura. EDUFBA, Salvador, 2019.


SANTOS, S. L.; STAHL, N. S. P; DA SILVA, M. A. G. T.; SARDINHA, L. C. Dispositivos móveis: um facilitador no processo ensino-aprendizagem. Revista Vértices, [S. l.], v. 18, n. 2, p. 121–139, 2016. Disponível                                 em: https://editoraessentia.iff.edu.br/index.php/vertices/article/view/1809-2667.v18n216- 09.. Acesso em: 22 mar. 2026.


SONEGO, A. H. S; BEHAR, P. A. M-learning: o uso de dispositivos móveis por uma geração conectada. Educação. Porto Alegre, Porto Alegre,  v.  42,  n.  3,  p.  514-524,   set.   2019  .    Disponível  em <http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-25822019000300514&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 23 mar. 2026. Epub 10-Fev- 2020.


VIEIRA PINTO, Álvaro. O conceito de tecnologia. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005. v. 2.


Comentários

  1. Parabéns Mayara pelo seu vídeo. Gostei muito do seu relato e da forma transparente como você expõe os bastidores da produção, evidenciando a tecnologia como parceira real no processo de construção do conhecimento. Ao detalhar o uso das ferramentas em cada etapa, você não apenas descreve um fluxo técnico, mas revela uma postura ativa de curadoria e tomada de decisão. Sua reflexão final é especialmente potente ao mostrar que o diferencial não está nas ferramentas em si, mas na forma crítica e intencional com que elas são incorporadas ao processo formativo.

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