Relato de experiência
Semana passada, precisei fazer escolhas difíceis. Fiquei dividida entre mergulhar ao máximo nas discussões do PBL, com um tema muito interessante (aliás, todos os temas debatidos nesta disciplina têm sido incrivelmente úteis, mesmo para mim, que não estou em sala de aula como professora, no momento), e dar andamento ao meu artigo da disciplina. Acabei optando por focar na escrita do artigo devido ao prazo.
Resgatando um aprendizado essencial que acabou ficando pendente de registro na semana passada: a postagem do professor sobre metodologias ativas e participativas foi o grande motor da minha contribuição na discussão teórica em sala de aula.
Antes do doutorado, eu já tinha ouvido falar sobre metodologias ativas (às vezes até de forma errônea). Antes de começar a lecionar, fiz um curso na Fundação Bradesco e busquei o apoio de professores mais experientes para tatear o assunto. Minha intuição pedagógica sempre foi provocar o aluno a pensar, e não apenas repetir teorias. Eu costumava dizer a eles: "vamos construir o conhecimento juntos". Sempre gostei de trabalhar com problemas reais e de planejar as aulas contando com a contribuição dos próprios estudantes.
A melhor reflexão que esse PBL me trouxe foi perceber que, na verdade, eu já trabalhava com a metodologia participativa sem saber. É um sentimento incrível de validação. Conhecer formalmente a metodologia participativa e, principalmente, compreender a diferença conceitual entre o "ativo" e o "participativo" me deu o chão teórico que faltava. Com certeza, se eu estivesse em sala de aula hoje, colocaria tudo isso em prática de forma muito mais consciente e qualificada.
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