Desconstrução do Problema
Se o primeiro encontro abriu o semestre com perguntas inquietantes, a aula de hoje nos fez olhar para a estrutura do problema. Logo no início, o professor nos trouxe duas provocações conceituais sobre o nosso ponto de partida: o que é Transformação Digital e o que é Tecnologia Educacional.
Hoje, defino a Transformação Digital como uma mudança significativa que envolve múltiplos fatores, enxergando as tecnologias digitais com intencionalidade pedagógica para fazer escolhas que gerem um impacto positivo real. Já sobre a Tecnologia Educacional, a discussão em sala me conduziu ao entendimento de que ela se traduz no uso de qualquer tecnologia com um objetivo pedagógico bem definido, inclusive aquelas tecnologias que não foram criadas originalmente para a educação.
Em seguida, fomos provocados com questões diretas sobre o nosso projeto:
O que eu quero como resultado para a pergunta da minha tese?
Quais processos estão embutidos nela?
Quais são as opções para resolver meu problema de pesquisa?
Para entender a Transformação Digital na prática, o professor usou o exercício de planejar uma viagem para Pirenópolis hoje e em 1908. O objetivo é o mesmo, mas as formas de fazer mudaram completamente.
Também discutimos a diferença entre problemas simples, complicados e complexos (aqueles que não têm receita pronta). E um ponto que me trouxe alívio: a tese não precisa ser construída sozinha, ela acontece em uma rede de interações com múltiplos atores.
A aula provocou reflexões importantes: a minha pesquisa pode se tornar uma política pública? Ela é escalável?
E sobre a desconstrução do problema, deixou a aplicação prática como tarefa de casa. Teremos que montar a tabela dos 5 Porquês e o Diagrama de Ishikawa no Miro.
Fiquei atenta ao desafio metodológico de fazer essa desconstrução antes da pesquisa de campo com os mediadores pedagógicos. Como não posso desenhar as causas com base em suposições, vou mapear o Ishikawa a partir das evidências da minha revisão sistemática e da literatura da disciplina. Essa estrutura teórica servirá como hipótese inicial para, depois, confrontar com a realidade do campo na UFAL
Para fechar as tarefas, segue a leitura do segundo capítulo do livro do Zucker. Seguimos!
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