Provocações que Movimentam a Tese

Hoje foi dia de escutar. O encontro foi dedicado a refletir ouvindo a trajetória e as experiências dos colegas, e esse movimento de escuta coletiva trouxe luz para o meu próprio processo.

Na minha vez de falar, fui sincera: compartilhei o quanto me sinto perdida neste momento. Imediatamente veio a provocação da professor: por que a EaD?

No primeiro momento, respondi que o uso das tecnologias digitais é um caminho sem volta e que precisamos compreender como a Inteligência Artificial está sendo utilizada nesse contexto. Logo em seguida, acompanhei o debate do professor com outro colega sobre a escolha pela educação híbrida, e a conversa me fez ir mais fundo.

Depois de ouvir a turma e processar as discussões, refleti melhor sobre a pergunta e percebi que precisava virar a chave: o ponto central não é apenas a tecnologia, mas o impacto. Resgatando as leituras do livro do Zucker e o repertório da disciplina, cheguei a uma indagação mais profunda:

Estamos formando profissionais com as competências que a sociedade e o mercado contemporâneo exigem?

Essa reflexão ultrapassa a EaD e toca a educação como um todo. Mas, no doutorado, o rigor exige recorte. Sei que preciso delimitar bem o meu problema de pesquisa para que ele seja exequível, relevante e ancorado na realidade.

Saio da aula com a certeza de que "estar perdida" faz parte da caminhada. Agora o caminho é estudar mais e lapidar essa delimitação. 

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