Do Estúdio na FEAC ao Gargalo do Ishikawa
Hoje, vivi uma experiência marcante na caminhada do doutorado: gravei um vídeo no estúdio piloto do projeto de Educação Híbrida, localizado na FEAC.
Confesso que o nervosismo bateu na hora de encarar as câmeras, mas o grande ponto alto desse momento não foi apenas a gravação em si, mas todo o processo de construção que me levou até ali. Para preparar o material, precisei pesquisar, estudar e sintetizar conceitos com muita objetividade. Esse exercício de transposição me trouxe uma clareza renovada sobre o meu problema de pesquisa e sobre os caminhos para a construção da tese.
Estar imersa na prática ajuda a clarear a rota, mas também coloca em evidência os nossos gargalos metodológicos. No meu caso, o desafio atual continua sendo a estruturação do Diagrama de Ishikawa.
Estou enfrentando dificuldades para encontrar evidências robustas na literatura que sustentem as causas e os problemas enfrentados especificamente na Educação Híbrida. Por ser uma abordagem ainda recente, tanto no contexto brasileiro quanto internacional, existe uma escassez natural de trabalhos empíricos consolidados nessa área.
Se por um lado isso traz um desafio adicional para amarrar as causas do diagrama sem cair no "achismo", por outro, reforça a relevância da minha tese. Pesquisar o que ainda tem pouca produção empírica dá trabalho, exige mais fôlego, mas é exatamente o que justifica a contribuição do doutorado para o campo.
Saio dessa experiência com o vídeo gravado, mais clareza no projeto e outro desafio pela frente: encarar a edição desse material.
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