Pitch e Teoria da Mudança
A aula de hoje foi de mão na massa e de muitas viradas de chave. Fizemos um pitch da nossa Teoria da Mudança (TdM) e acompanhamos as entregas dos colegas — um exercício rico, porque observar as correções nos projetos dos outros nos faz enxergar gargalos no nosso próprio trabalho.
O grande diferencial do encontro foi o exercício de engenharia reversa: em vez de começar dos insumos, fomos provocados a pensar primeiro no impacto final que queremos gerar na sociedade.
Algumas viradas de chave metodológicas ficaram muito claras durante as discussões:
- Insumos reais x Insumos desejados: No campo dos insumos, preciso listar o que eu efetivamente já tenho à disposição, e não o que eu gostaria de ter.
- Coerência e encadeamento lógico: É preciso fazer o teste de checagem em rede. Para realizar essas atividades, eu realmente tenho esses insumos? Após executar essas atividades, esses produtos são gerados naturalmente? Se houver lacuna, a conta não fecha.
- A tese precisa aparecer: A TdM não pode ser genérica ou abstrata. Ela precisa estampar a especificidade do meu problema de pesquisa.
- Do Real ao Ideal: A tese precisa explicitar o cenário que existe hoje, apontar o cenário ideal e oferecer subsídios e orientações concretas para promover essa melhoria.
Saio da aula consciente de que vou precisar fazer ajustes significativos na minha TdM. Como estou redefinindo o próprio problema de pesquisa, a estrutura precisa acompanhar essa mudança para corrigir os rumos. Ajustar a rota faz parte do processo — e quanto antes a gente percebe isso, mais consistente a tese se torna.
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